Renan Santos, ex-candidato à presidência pelo movimento Missão, classificou o debate de segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na Band como o pior desde 1989, criticando a troca mútua de acusações e a ausência de respostas objetivas sobre escândalos de corrupção.
O debate presidencial de segundo turno, realizado pela Band neste domingo (18 de outubro de 2026), contou com a participação de Lula e Flávio Bolsonaro. Após o encerramento do encontro, Renan Santos, que terminou a disputa de primeiro turno na terceira posição, utilizou suas redes sociais para expor sua visão crítica sobre o desempenho dos concorrentes.
A análise do político focou na falta de propostas e no excesso de ataques pessoais entre os dois finalistas. Para o ex-candidato, o confronto televisivo não atendeu às expectativas da população brasileira e falhou em esclarecer pontos fundamentais para a gestão do país.
O pior debate da história recente
Em seu depoimento, Renan Santos foi enfático ao comparar o encontro com edições anteriores. Ele descreveu o evento como uma sequência ininterrupta de ofensas que durou cerca de 30 minutos, onde ambos os candidatos focaram em expor falhas do adversário sem, contudo, oferecer defesas sólidas.
> “Este aqui é o pior debate desde 1989. O debate consiste de uma sequência de xingamentos, meia hora, 30 minutos de xingamentos do Lula contra o Flávio, do Flávio contra o Lula.”
Segundo o político, as críticas feitas por ambos tinham fundamento, mas a fuga das perguntas diretas prejudicou a qualidade do debate. Ele observou que, ao serem questionados sobre escândalos de corrupção, os candidatos optavam por responder mencionando outro caso irregular envolvendo o oponente.

Por que os candidatos não responderam?
De acordo com a avaliação de Renan, a estratégia adotada pelos presidenciáveis foi evitar a objetividade. Ele destacou que, embora as acusações pudessem ser verdadeiras, a ausência de uma autodefesa clara deixou o eleitor sem respostas concretas.O ex-candidato relembrou sua própria participação na campanha, ressaltando que apresentou projetos e não possui envolvimento em atos ilícitos. Ele afirmou respeitar a decisão soberana do eleitorado, que optou por levar nomes mais conhecidos e experientes para a fase final da eleição presidencial.
Tratamento humilhante à nação
O ponto mais contundente da crítica de Renan Santos foi o impacto desse comportamento para a imagem do Brasil. Ele defendeu que, por ser uma das dez maiores economias globais, o país merecia um nível de discussão muito superior ao que foi apresentado na televisão.
Para o político, o foco dos candidatos não foi o bem-estar da população, mas sim a criação de conteúdos rápidos para as redes sociais. Ele apontou que os cidadãos foram deixados em segundo plano enquanto os adversários buscavam apenas “vencer” o duelo retórico para satisfazer seus próprios seguidores.
Renan concluiu afirmando que o clima de revanche dominou o ambiente, fazendo com que os problemas reais dos brasileiros fossem ignorados. Na visão dele, o debate serviu apenas como munição para que cada lado cantasse vitória, enquanto as necessidades do povo foram esquecidas.
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